sábado, 23 de outubro de 2010

"Ah! a vida como ela é..."


Tenho pensado seriamente no que se diz essencial, por sua inteira compreensão e volume. Ando lendo alguns artigos e livros que me remetam aos discursos baratos ou até cultos, dependendo do referencial. Não sei se o que chamam de 'verdade absoluta' se aplica a algo que temo ser mentira. Parece uma tese 100% good wave, mas tenho a legítima certeza de que tudo isso que me aflinge deveras ser um simples porquê.

Vamos lá! Bom, Filosofia não é meu forte. Contudo, desejo procurar nela algo que venha, pelo menos, atender minha necessidade retórica de 'vomitar' tudo que eu preciso para limpar a minha mente, ou até mesmo meu 'eu'; juro não tomar muita parte do sentimentalismo.

Eu dei uma volta gigantesca e lenta somente para tentar arranjar algum método menos eficaz para resolução de um exercício mental-sentimental.

De acordo com meu banco de informações, fundado no ano de 1992, por intermédio de um casal, cujo pai, servia como o nau e a mãe, vela. Aos poucos, aprendi a ser maruja, velejei por caminhos azuis. Hoje, não mais azuis, pois, sim, cristalinos.

O amor muda, muda, sim. Sinto que nada mais no mundo tem tanto valor quanto aquilo que sinto, vejo, crio. Remanejar o que se tem é como afundar um barco velho, com apenas história, valor afetivo.

Percebi que o que eu sou não mais importa. Só o ato do encontrar a aurora me fez tão feliz quanto olhar qualquer campo ensolarado. Pensei nunca ter motivos para redigir isso.

Quaisquer coisas dentro do infinitivo universo, infinito, aberto, são presentes coloridos e consideravelmente, razão pra minha existência.

Acordo pela manhã, ao som calmo do cantar dos pássaros, posso sentir o vento da manhã tocando a maçã do meu rosto. Me estima muito poder enxergar, usar meus sentidos e ter experiências vitais com o mundo.

Penso ter tudo em minhas mãos. Mas ao mesmo tempo, o que é tudo?

Quantitativamente, os 4 elementos formam a natureza; combina e recombina toda molecularização da matéria e a lança sobre o espaço, sem documento.

Aqui, eis a minha matéria. Embolada, crítica, inútil. Talvez seja um bom motivo para novas fontes de pesquisa, minhas. Somente minhas.

Mas... falando na vida, ah! a vida!!! Suspirei por dias melhores, e os vi. Desfilam no calendário, abortando setembro, grifando outubro. Poder tê-los como força, fé. Acredito que tudo mudou. TUDO MUDA.

"Não tem como banhar-se mais de um momento num rio cujas águas sejam/estejam estáticas." - Sabiamente, Heráclito (de Éfeso) expõe sua imagem, impenetrante, do mundo. A dinamicidade.

Se não houvesse o conflito, a monotonia de sempre levaria ao caos.

Voltando... a minha vida, como enrolei, é complexa demais, e nada, nem empirismo ou tese, seriam capazes de explicitar o que se sente. O tempo poético sim. Aprendi que a poesia é a única fonte que devo venerar enquanto modo de expressão, vida, amor à...


Acho que vivo amando. Se não acho, ou não posso achar, imprimo a certeza.

Eu amo. (Presente do Indicativo, como marcador do meu discurso)


"E eu pude perceber que, sem você aqui, o tempo não passa, é mudo.

Tudo que eu faço, é contar e contar.

Poder cantar e entender que o bom lado é aquele que de olhos fechados se encontra."

(Robert, Julia.)


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